Confira essas super dicas para alfabetizar seus filhos em casa
Confira essas super dicas para alfabetizar seus filhos em casa.
As 5 etapas que antecedem o princípio alfabético podem ser divididas em:
1ª) Leitura partilhada.
2ª) Memória auditiva de curto prazo.
3ª) Consciência de frases e palavras.
4ª) Consciência silábica.
5ª) Consciência fonêmica.
1ª Etapa: Leitura Partilhada
ALFABETIZAR SEUS FILHOS EM CASA, os pais têm de fazer isso para ela. E de que modo? Lendo histórias em voz alta, de preferência livros ilustrados, para que ela possa acompanhar a leitura com atenção por mais tempo. Sabemos que crianças de 15 a 18 meses são capazes de aprender uma palavra nova por meio de uma única exposição à imagem que a representa.
Ora, é necessário aproveitar esse momento maravilhoso em que a aquisição de novas palavras ocorre tão intensamente. Além disso, estudos recentes demonstraram que há uma correlação entre o tempo de escuta de histórias e o rendimento posterior na compreensão textual. As crianças que escutaram mais histórias e por mais tempo têm um desempenho muito melhor no 4º ano do Ensino Fundamental, pois compreendem os textos com mais facilidade. Por essa razão é preciso praticar a leitura em voz alta todos os dias. E quando se deve começar a ler para as crianças? Na verdade, os pais podem começar a ler para o filho já no ventre materno. É importante que a leitura seja um hábito diário, num cantinho agradável de sua casa, e com uma rotina bem definida (antes do café da manhã, depois do jantar, por exemplo). O tempo de leitura dependerá do tempo dos próprios pais. Se você puder ler uma hora por dia, distribuída em vários momentos de dez ou quinze minutos, é um ótimo começo. Mas não deixe seu filho sem ouvir histórias nenhum dia. A leitura partilhada é uma espécie de trampolim entre a leitura em voz alta e a leitura silenciosa. Quando seu filho começar a ler livros sozinho, o desempenho dele será muito parecido com o que ele tinha enquanto escutava histórias.
2ª Etapa: Memória Auditiva de Curto Prazo
Entremos agora na segunda etapa que precede a apresentação do princípio alfabético. Esta etapa desenvolve uma habilidade muito importante: a memória auditiva de curto prazo.
A importância da memória auditiva de curto prazo consiste em que as crianças precisarão reter certas informações (no caso, auditivas) para chegar a conclusões. No processo de alfabetização, elas realizam a fusão fonêmica e a fusão silábica, e nessa hora a memória auditiva de curto prazo exerce um papel importantíssimo.
Para isso os pais podem praticar uma atividade bem simples, que na verdade é uma brincadeira que as crianças adoram: a emissão de comandos.
Por exemplo, ordene ao seu filho: “Filho, vá ao banheiro e pegue uma escova de dente. Mas espere que eu diga ‘já’. Um, dois, três, já!”. Nesse exemplo são dados dois comandos, mas o melhor é começar com um só comando. Você pode dizer a ele: “Filho, dê um salto. Mas só depois que eu disser ‘já’.” (o que serve para verificar se está tudo bem com a audição da criança). Após o seu filho se sentir familiarizado com o exercício de um só comando, introduza dois comandos, depois três, e assim em diante.
Antes de passar à terceira etapa, lembro que o nosso foco é conduzir as crianças à aquisição do princípio alfabético. Já vimos a primeira etapa: leitura partilhada em voz alta, diariamente, para que seu filho aumente o vocabulário e se aproprie de estruturas frasais mais complexas que não estão presentes nas conversações do dia a dia. Acabamos de ver a segunda etapa: o treinamento da memória auditiva de curto prazo, para o qual propus o exercício de emissão de comandos. Agora devemos passar à terceira etapa: a da consciência de frases e palavras.
3ª Etapa: Consciência de Frases e Palavras
Nesse momento a criança deve aprender o que é uma frase e, principalmente, que a frase se compõe de uma sequência de palavras.
Você pode definir frase de modo bem simples, dizendo que é uma breve historinha, e oferecer o seguinte exemplo: “João foi à feira.” Depois de perguntar à criança se ela entendeu a frase, interrogue-a: “Mas que foi que João fez?”. Seu filho responderá: “Foi à feira.” Em seguida, faça esta outra pergunta: “Quem foi à feira mesmo?”. E ele dirá: “João”. Desse modo a criança entenderá que a frase conta uma pequena história sobre quem faz e o que é feito. A criança adquire assim a noção de que a frase é uma história curtinha, geralmente composta de duas partes.
4ª Etapa: Consciência Silábica
Tratarei agora de uma realidade que está dentro de cada palavra, a realidade silábica. Pois seu filho precisa entender que as palavras são formadas por sílabas. A quarta etapa, portanto, é a da consciência silábica.
A atividade desta etapa é bem simples. Você deve segmentar palavras batendo uma palma para cada sílaba ao pronunciá-la, e a criança terá de ser capaz de dizer o número de sílabas da palavra. Use palavras que sejam familiares ao seu filho, como nomes de pessoas da sua família. Por exemplo, “Carlos”: Car (uma palma) -los (outra palma).
5ª Etapa: Consciência Fonêmica
Após a tomada de consciência das sílabas, chegamos ao momento mais importante das cinco etapas: a tomada de consciência fonêmica!
Nesta quinta etapa, é preciso entender que o fonema é uma realidade intrassilábica, abstrata, que representa padrões articulatórios da fala. O fonema se encontra na mente do falante e se concretiza por meio dos fones (os valores fonológicos a que já me referi antes). Para as crianças tudo isso é muito abstrato. De fato, elas percebem com mais clareza as sílabas do que os fones, pois, ao emitir a voz, elas segmentam as palavras em sílabas, não em fones. Por exemplo, dizem: [ba]-[la], e não [b]-[a]-[l]-[a]. Embora seja demasiado abstrato, é preciso tratar do assunto e conhecê-lo, porque é decisivo para o alto desempenho das crianças em leitura.
Entre as inúmeras atividades de consciência fonêmica, ensinarei a você uma bastante simples.
Confeccione cartões com imagens de coisas que comecem pelo mesmo som, por exemplo: “mala”, “mola”, “mula”, “melancia”. Depois pegue imagens de coisas com sons iniciais diferentes daquele do primeiro grupo: “vaca”, “anel”, “prato”, etc., e, mostrando ao seu filho as imagens todas, enfatize com cuidado o som inicial. Comece com o som inicial do primeiro grupo: “Filho, que é isto? Muito bem, é uma m-m-m-mola.” Depois, faça o mesmo com outra palavra do grupo: “E o que é isto? Perfeito! É uma m-m-mmula. Veja que m-m-m-mola e m-m-m-mula começam com o mesmo som, não é mesmo?.”
Agora você pode embaralhar todos os cartões e pedir ao seu filho que busque imagens de palavras que começam com o som [m]. Se ele pegar o cartão com a imagem de uma vaca, corrija-o, mostrando-lhe que [v] é diferente de [m]. Ao pronunciar os sons, não se esqueça de enfatizá-los bem.
Ótima leitura!
Obs:. Esse texto é um resumo do livro as 5 etapas para alfabetizar seus filhos em casa de Carlos Nadalim.
A
pandemia provocada pelo novo coronavírus – Covid-19 – que assola o mundo e
impõe o isolamento social generalizado, fechando as pessoas em suas casas, está
mantendo metade dos estudantes de todo o mundo longe das salas de aulas. E os pais procuram cada vez mais uma alternativa para livrar
seus filhos dessa situação. Embora não sejam especialistas em educação, os pais
podem, em casa, fazer alguns exercícios para remediar esse problema.
As 5 etapas que antecedem o princípio alfabético podem ser divididas em:
1ª) Leitura partilhada.
2ª) Memória auditiva de curto prazo.
3ª) Consciência de frases e palavras.
4ª) Consciência silábica.
5ª) Consciência fonêmica.
1ª Etapa: Leitura Partilhada
ALFABETIZAR SEUS FILHOS EM CASA, os pais têm de fazer isso para ela. E de que modo? Lendo histórias em voz alta, de preferência livros ilustrados, para que ela possa acompanhar a leitura com atenção por mais tempo. Sabemos que crianças de 15 a 18 meses são capazes de aprender uma palavra nova por meio de uma única exposição à imagem que a representa.
Ora, é necessário aproveitar esse momento maravilhoso em que a aquisição de novas palavras ocorre tão intensamente. Além disso, estudos recentes demonstraram que há uma correlação entre o tempo de escuta de histórias e o rendimento posterior na compreensão textual. As crianças que escutaram mais histórias e por mais tempo têm um desempenho muito melhor no 4º ano do Ensino Fundamental, pois compreendem os textos com mais facilidade. Por essa razão é preciso praticar a leitura em voz alta todos os dias. E quando se deve começar a ler para as crianças? Na verdade, os pais podem começar a ler para o filho já no ventre materno. É importante que a leitura seja um hábito diário, num cantinho agradável de sua casa, e com uma rotina bem definida (antes do café da manhã, depois do jantar, por exemplo). O tempo de leitura dependerá do tempo dos próprios pais. Se você puder ler uma hora por dia, distribuída em vários momentos de dez ou quinze minutos, é um ótimo começo. Mas não deixe seu filho sem ouvir histórias nenhum dia. A leitura partilhada é uma espécie de trampolim entre a leitura em voz alta e a leitura silenciosa. Quando seu filho começar a ler livros sozinho, o desempenho dele será muito parecido com o que ele tinha enquanto escutava histórias.
2ª Etapa: Memória Auditiva de Curto Prazo
Entremos agora na segunda etapa que precede a apresentação do princípio alfabético. Esta etapa desenvolve uma habilidade muito importante: a memória auditiva de curto prazo.
A importância da memória auditiva de curto prazo consiste em que as crianças precisarão reter certas informações (no caso, auditivas) para chegar a conclusões. No processo de alfabetização, elas realizam a fusão fonêmica e a fusão silábica, e nessa hora a memória auditiva de curto prazo exerce um papel importantíssimo.
Para isso os pais podem praticar uma atividade bem simples, que na verdade é uma brincadeira que as crianças adoram: a emissão de comandos.
Por exemplo, ordene ao seu filho: “Filho, vá ao banheiro e pegue uma escova de dente. Mas espere que eu diga ‘já’. Um, dois, três, já!”. Nesse exemplo são dados dois comandos, mas o melhor é começar com um só comando. Você pode dizer a ele: “Filho, dê um salto. Mas só depois que eu disser ‘já’.” (o que serve para verificar se está tudo bem com a audição da criança). Após o seu filho se sentir familiarizado com o exercício de um só comando, introduza dois comandos, depois três, e assim em diante.
Antes de passar à terceira etapa, lembro que o nosso foco é conduzir as crianças à aquisição do princípio alfabético. Já vimos a primeira etapa: leitura partilhada em voz alta, diariamente, para que seu filho aumente o vocabulário e se aproprie de estruturas frasais mais complexas que não estão presentes nas conversações do dia a dia. Acabamos de ver a segunda etapa: o treinamento da memória auditiva de curto prazo, para o qual propus o exercício de emissão de comandos. Agora devemos passar à terceira etapa: a da consciência de frases e palavras.
3ª Etapa: Consciência de Frases e Palavras
Nesse momento a criança deve aprender o que é uma frase e, principalmente, que a frase se compõe de uma sequência de palavras.
Você pode definir frase de modo bem simples, dizendo que é uma breve historinha, e oferecer o seguinte exemplo: “João foi à feira.” Depois de perguntar à criança se ela entendeu a frase, interrogue-a: “Mas que foi que João fez?”. Seu filho responderá: “Foi à feira.” Em seguida, faça esta outra pergunta: “Quem foi à feira mesmo?”. E ele dirá: “João”. Desse modo a criança entenderá que a frase conta uma pequena história sobre quem faz e o que é feito. A criança adquire assim a noção de que a frase é uma história curtinha, geralmente composta de duas partes.
4ª Etapa: Consciência Silábica
Tratarei agora de uma realidade que está dentro de cada palavra, a realidade silábica. Pois seu filho precisa entender que as palavras são formadas por sílabas. A quarta etapa, portanto, é a da consciência silábica.
A atividade desta etapa é bem simples. Você deve segmentar palavras batendo uma palma para cada sílaba ao pronunciá-la, e a criança terá de ser capaz de dizer o número de sílabas da palavra. Use palavras que sejam familiares ao seu filho, como nomes de pessoas da sua família. Por exemplo, “Carlos”: Car (uma palma) -los (outra palma).
5ª Etapa: Consciência Fonêmica
Após a tomada de consciência das sílabas, chegamos ao momento mais importante das cinco etapas: a tomada de consciência fonêmica!
Nesta quinta etapa, é preciso entender que o fonema é uma realidade intrassilábica, abstrata, que representa padrões articulatórios da fala. O fonema se encontra na mente do falante e se concretiza por meio dos fones (os valores fonológicos a que já me referi antes). Para as crianças tudo isso é muito abstrato. De fato, elas percebem com mais clareza as sílabas do que os fones, pois, ao emitir a voz, elas segmentam as palavras em sílabas, não em fones. Por exemplo, dizem: [ba]-[la], e não [b]-[a]-[l]-[a]. Embora seja demasiado abstrato, é preciso tratar do assunto e conhecê-lo, porque é decisivo para o alto desempenho das crianças em leitura.
Entre as inúmeras atividades de consciência fonêmica, ensinarei a você uma bastante simples.
Confeccione cartões com imagens de coisas que comecem pelo mesmo som, por exemplo: “mala”, “mola”, “mula”, “melancia”. Depois pegue imagens de coisas com sons iniciais diferentes daquele do primeiro grupo: “vaca”, “anel”, “prato”, etc., e, mostrando ao seu filho as imagens todas, enfatize com cuidado o som inicial. Comece com o som inicial do primeiro grupo: “Filho, que é isto? Muito bem, é uma m-m-m-mola.” Depois, faça o mesmo com outra palavra do grupo: “E o que é isto? Perfeito! É uma m-m-mmula. Veja que m-m-m-mola e m-m-m-mula começam com o mesmo som, não é mesmo?.”
Agora você pode embaralhar todos os cartões e pedir ao seu filho que busque imagens de palavras que começam com o som [m]. Se ele pegar o cartão com a imagem de uma vaca, corrija-o, mostrando-lhe que [v] é diferente de [m]. Ao pronunciar os sons, não se esqueça de enfatizá-los bem.
Ótima leitura!
Obs:. Esse texto é um resumo do livro as 5 etapas para alfabetizar seus filhos em casa de Carlos Nadalim.

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